Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

O dr. Pedro Santana Lopes escreveu, no domingo, no seu blogue, posteriormente às eleições autárquicas, o seguinte:


"Será possivel?

Mais um facto inconcebível e que só se aceita ser verdadeiro porque testemunhado por várias pessoas e depois publicado sem desmentido: o Director de Inforrmação da RTP terá ido cear, juntamente com António Costa e a sua equipa, quando foram celebrar a vitória em Lisboa!...

Exactamente, leram bem. O Director da Informação do canal televisivo cujas sondagens deram 12 pontos, três dias antes, e dez pontos, quando encerraram as urnas...

Quero sublinhar que sempre considerei José Alberto Carvalho uma pessoa educada e simpática. Mas esta situação não tem a ver com nada disso. É demasiado grave.

Será que também não tem consequências? Tudo isto é admissivel?".


Na quinta-feira:


"Rectificação

O José Alberto Carvalho teve ocasião de me esclarecer que não foi festejar nada com António Costa na noite das eleições Autárquicas. Estiveram no mesmo sítio, mas por acaso. A hora era tardia e era o único sítio aberto.

Critiquei, com base em testemunhos de pessoas que o viram lá e, também, depois de uma notícia de um diário, com a mesma história. Mas fico muito contente por não ser essa a verdade, mas sim, a de um encontro casual.

Tal como escrevi, no mesmo texto, sempre tive consideração e simpatia pelo actual Director de Informação da RTP. E fico contente por ele não fazer parte das pessoas que esquecem os seus deveres deontológicos."


Terão havido pessoas, nomeadamente, este que se subscreve que, sentindo-se incomodadas com a injustiça feita ao visado pelas declarações do dr. Pedro Santana Lopes, comentaram o post nos seguintes termos (a título de exemplo):


"Francisco Barrocas Lourido disse...

Desculpar-me-á mas o que não é admissível é o senhor acusar primeiro e, só depois, porque o visado se deu ao trabalho de o esclarecer - coisa que, por acaso, não era obrigado - é que o senhor se inteira devidamente do assunto. Caro Dr., primeiro pergunta-se a quem de direito e depois acusa-se, se for esse o caso. Se a pessoa lhe merecia essa consideração era ligar-lhe. Mais, uma acusação pública errónea só se rectifica com um pedido de desculpas público, pelo menos, pela mesma via. Ficou-lhe mal. "Será que também não tem consequências? Tudo isto é admissivel?""


A resposta do dr. Pedro Santana Lopes, a este e outros comentários, não se fez esperar, sob a forma de outro post, esclarecedor:


"Sem comentar

Eu não fiz, nem faço, nenhum comentário aos factos, à prudência, à sensatez do que me foi transmitido pelo José Alberto Carvalho. Limitei - me a transmitir a sua versão e a dizer que acredito no que me disse.

Se fosse como transmitiram pessoas que lá estavam , seria censurável. A liberdade é muito bonita, mas, por exemplo, os Juízes também não confraternizam, em dia de julgamento, com as partes. Como os Professores, antes de um teste escrito, não almoçam com os alunos. Entre outros exemplos, só para quem não entende as exigências do bom senso."


Pedido de desculpas, expresso e público, como seria digno de uma pessoa com princípios: 'vistezio', como se diz na minha terra. Mantenho o que tenho dito amiúde, este senhor não era opção, alíás, nunca o foi.



publicado por fblourido às 16:15 | link do post | comentar | ver comentários (2)

 

 

Este é que devia ter sido o meu post inaugural.



publicado por zeduviana às 15:23 | link do post | comentar | ver comentários (1)



publicado por zeduviana às 11:16 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Em tempos difíceis, aqui ficam algumas palavras que ajudam a colocar os problemas em perspectiva. (via Valupi)

 

 

Parte 2
Parte 3

 

 



publicado por fblourido às 10:15 | link do post | comentar

Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009


publicado por fblourido às 09:57 | link do post | comentar

Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

 

 

Saí do escritório para comer qualquer coisa, era uma e picos. Dirijo-me ao Multibanco que existe em frente à Confeitaria Ferreira e deparo-me com uma cena surreal. Um homem fardado de PSP, dirigia-se a duas jovens aos berros, empurrando uma delas (com um terço do tamanho dele), e vociferando na direcção da outra: "... Mas tu pensas que estás a falar com quem? Olha que vais presa e depois explicas-te ao Juiz..." Em redor, para além do colega, mais calmo mas conivente com a atitude, juntavam-se pessoas a assistir à cena. As pessoas na confeitaria, as pessoas que aguardavam na estação de metro, que saiam do banco, da farmácia, ninguém se atreveu a dizer nada. Nem sequer se aproximavam, como é normal acontecer nestas situações. Era como se existisse uma barreira invisível. Não podia acreditar. Aceno negativamente com a cabeça e o exaltado agente repara. Fui então almoçar, na esperança de que a situação se resolvesse pelo melhor, com a ideia de depois chamar a atenção ao agente. Quando saí ambos os agentes se encontravam, praticamente, no mesmo sítio à conversa com um senhor da Prosegur, com ar de quem está de muito bom humor. Dirijo-me ao agente, já mais calmo, dizendo: - Boa tarde. Não podia deixar de vir aqui, uma vez que já não estão aqui as pessoas com quem estava a falar à pouco, dizer-lhe que achei lamentável a forma como procedeu. Não se fala assim às pessoas.

- Não estou a perceber... Não estou a perceber. - respondeu o agente.

- Não compreende o que lhe estou a dizer? - perguntei

- Não.

- Estou a dizer-lhe que acho lamentável a forma como o senhor se dirigiu àquelas pessoas. Não se fala assim às pessoas. - ao que o agente retorquiu

- Mas o senhor não assistiu nem a metade.

- Isso não me interessa, você não pode falar assim com as pessoas, perde a razão.

- Você sabe com quem está a falar? Está a falar com um agente da autoridade. - afirmou ele

- E? Estou a faltar-lhe ao respeito?

- Está!

Aceno negativamente e solto um : - Ahhhh. Isso é que não estou!

- Ah, então se é assim pode seguir o seu caminho. Eu não o chamei aqui e não lhe devo satisfações, nem falo com pessoas que não sei quem são.

- Eu não o chamei aqui?! Pode seguir o seu caminho?! Mas o que é isso? O meu nome é Francisco Lourido.

Entretanto o colega mete-se na conversa, para sossegar os ânimos, e o agente 'simpático' cala-se.

- Então mas ... - ele disse qualquer coisa mas eu já nem o ouvi - Oiça o seu colega procedeu mal, não se fala assim com as pessoas. E, o senhor foi conivente com ele. - silêncio - Acho lamentável. Acho lamentável. É vergonhoso. - e virei costas.

Ainda ouvi , em tom mais baixo só para nós os três ouvirmos, aquilo que penso ter sido um insulto à minha pessoa, mas não sei precisar qual. Custa-me ter que dar razão à Mó que se está sempre a referir às quesões de abuso de autoridade e eu tento que ela veja melhorias. Tenho que dar a mão à palmatória. Pensava que as coisas estavam em patamares mais civilizados. Estou a ponderar se vale a pena o trabalho que me vai dar, e o tempo que vou perder no processo, ao apresentar queixa.

É assim, mais um dia em Matosinhos city.

 

 



publicado por fblourido às 13:38 | link do post | comentar

Esta carta é impagável. Tinha que ficar aqui registada. É só, como diz o Diogo Lima (grande compincha ao qual rapinei a imagem do Bacefook), o exemplo do melhor cliente que um artista pode ter.

 


 

(clicar na imagem para ver com mais definição)



publicado por fblourido às 09:51 | link do post | comentar | ver comentários (1)

A pedido de várias familias, aqui deixo mais uma ligação para coisas bonitas.

 



publicado por fblourido às 09:25 | link do post | comentar

Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

O vídeo abaixo é um excerto de um épico de 1991, de seu nome "Riki-Oh: The Story of Ricky", produto desse portento do cinema asiático que são os estúdios de Hong Kong, e ao qual tive acesso via @havidaemmarkl. Depois de aturado debate entre os autores deste blog, concluímos que este excerto tem todo o mérito de aqui ser exibido, não apenas pelas suas inegáveis qualidades plásticas, mas também por tudo aquilo que significa relativamente à capacidade de criação do ser humano. Em nossa opinião este excerto consubstancia, em si mesmo, uma obra de arte pela capacidade de nos surpreender, de nos comover, e pelas emoções que provoca. Um grande bem haja, portanto, ao realizador Lam Ngai Kai, por existir.

 



 



publicado por fblourido às 10:43 | link do post | comentar

Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Imagem: Autor desconhecido

 

Bom e tudo vai andando, pelo visto, dentro da 'normalidade'. Saiu ontem, em Diário da República (DR), um anúncio a um concurso público, limitado por prévia qualificação, promovido pelo Município de Peniche, em que só falta nomear a empresa que preenche os requisitos necessários. Não resisto, peço desculpa por ser extenso, mas irei transcrever o número 12, mais concretamente o 12.1, do referido anúncio:
 

"12 - REQUISITOS MÍNIMOS
12.1 - Requisitos mínimos de capacidade técnica: a) Configurar uma empresa de estudos e projectos certificada de acordo com a NP EN ISO 9001, na área de estudos e projectos, nomeadamente quanto às actividades de engenharia, urbanismo e arquitectura e ordenamento do território com certificado em vigor há mais de 5 (cinco) anos.
b) Configurar uma empresa de estudos e projectos inscrita em associação profissional de empresas projectistas há pelo menos 5 (cinco) anos.
c) Demonstrarem experiência consolidada na elaboração de planos de natureza semelhante ao objecto do presente contrato;
d) Dispor dos seguintes recursos humanos:
Áreas fundamentais, que deverão integrar o quadro da empresa há pelo menos um ano: arquitecto, com experiência efectiva de pelo menos 10 anos, com participação assídua em PMOT's; geógrafo com formação superior complementar em geografia humana, com experiência efectiva de pelo menos 10 anos com participação assídua em PMOT's; jurista com formação em direito do urbanismo, com experiência efectiva de pelo menos 10 anos com participação assídua em PMOT's; engenheiro civil, com experiência efectiva de pelo menos 10 anos com participação assídua em PMOT's; licenciado em economia / finanças, com experiência efectiva de pelo menos 10 anos em estudos económicos; geógrafo com formação superior complementar em gestão da território, com experiência efectiva de pelo menos 1 ano com participação assídua em PMOT's; engenheiro do território, com experiência efectiva de pelo menos 1 ano com participação assídua em PMOT's; engenheiro do ambiente, com experiência efectiva de pelo menos 1 ano, com participação assídua em PMOT's; licenciado em ciências da comunicação, com experiência efectiva de pelo menos 1 ano.
áreas complementares igualmente obrigatórias, com experiência efectiva de pelo menos 3 anos: arquitecto paisagista; urbanista / arquitecto urbanista; engenheiro electrotécnico; sociólogo / geógrafo.
e) Possuir seguro de responsabilidade civil relativo à actividade de projecto, no valor mínimo de € 1.000.000,00, subscrito e com início de vigência anterior à data de publicação do presente CONCURSO em Diário da República."

 

Irei agora passar em revista o ponto supra, alínea por alínea:

a) e b) - Nestas alíneas é indiferente, aos olhos do promotor, se os concorrentes estão, efectivamente, certificados ou inscritos, o que aqui está em causa é há quanto tempo isso se verifica. Escusado seria dizer que quando se está certificado, está-se, e quando se está inscrito, está-se, mas não é;
c) - A única que não é descabida;
d) - Aqui se inicia o chorriho de parvoíce relativo aos recursos humanos. Irei apenas falar do que diz respeito aos arquitectos, apenas porque me toca pessoalmente, embora considere que, a estupidez é omnipresente nesta alínea e seja extensível aos restantes técnicos urbanistas. Simplesmente, não se pode exigir mais experiência profissional aos arquitectos, do que aquela que está prevista no Decreto-Lei n.º 292/95 de 14 de Novembro que os habilita a integrarem as equipas responsáveis por Planos de Pormenor e Planos de Urbanização, "pelo menos, três anos".
e) - Notem o requinte de exigir, não que se tenha um seguro de responsbilidade civil de determinado valor, mas que se tenha esse seguro e que o mesmo tenha sido subscrito, e tenha tido ínicio de vigência, em data anterior à data de publicação do anúncio em DR.

Sabemos que este tipo de coisas acontece. São lapsos, dirão alguns. Tudo bem. Só peço é que o façam melhor, porque assim ofendem a minha inteligência. 



publicado por fblourido às 11:06 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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