Terça-feira, 22 de Março de 2011

O País, assim como a Europa e o Mundo por estes dias, encontra-se num impasse. O caminho para um futuro menos mau para Portugal passa pela intervenção de uma, e de apenas essa, pessoa: o Sr. Aníbal Cavaco Silva. Posto isto, asseguro-vos que estou com os nervos em franja.

O historial do personagem não augura nada de bom, antes pelo contrário. Pim!

 

"O Dantas saberá gramática, saberá sintaxe, saberá medicina, saberá fazer ceias pra cardeais, saberá tudo menos escrever que é a única coisa que ele faz!

(...)

Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mais atrasado da Europa e de todo o Mundo! O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degredados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus! O entulho das desvantagens e dos sobejos! Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!

Morra o Dantas, morra! Pim!" - José de Almada Negreiros

 

O Manifesto lido pelo enorme Mário Viegas.

 



publicado por fblourido às 14:27 | link do post | comentar

5 comentários:
De Cais das Colinas a 22 de Março de 2011 às 23:14
Bom, eu gosto tanto do sr. Aníbal como de levar com caca de pombo na imperial quando estou numa esplanada.
Ainda assim temos em São Bento duzentas e tal pessoas que podem fazer abanar (e cair ou não) um governo minoritário.
Aliás, fiquei sem saber se achas que o sr. Aníbal deve ajudar a manter o governo em funções ou ajudar a precipitar a sua queda.
Confesso que a situação que mais me preocupa neste momento é a do meu Sporting e aí o sr. Aníbal não tem voto na matéria...


De fblourido a 23 de Março de 2011 às 10:51
A perspicácia do Sr. Aníbal devia tê-lo levado a concluir que seria interessante manter o Governo em funções, pelo menos até, penso que, quinta-feira da próxima semana, altura na qual se discutirá, em Bruxelas, o futuro da Europa e, particularmente, de Portugal. Palpita-me que lá na bélgica não acharão muita piada a esta história. Com que cara se vai pedir ajuda a outros se não nos ajudamos a nós próprios?
Por outro lado, atingiu-se, ontem, um acordo que posso denominar de histórico, no qual os parceiros sociais fixaram um limite de 12 meses às indemnizações por despedimento (limite máximo não existia), reduziram as mesmas de 30 dias para 22 por cada ano de trabalho e eliminaram o respectivo limite mínimo, flexibilizando assim, bastante mais, o mercado de trabalho. Este acordo, uma vez que não foi assinado pela CGTP, poderá perder a validade caso mais parceiros saltem fora, após a queda do Governo.
Resta-nos esperar que, num lampejo de rara genialidade, Cavaco convoque eleições sem demitir o Governo, para que não estejamos a duodécimos, que é precisamente o que os mercados querem.
Isto não é morrer na praia. É homicídio qualificado na praia. Agora pode ser tarde demais, mesmo para recusar a demissão do Governo, de tal forma estão extremadas as posições das partes. Mais uma demonstração exemplar de brilhantismo catedrático e aptidão para o cargo.


De fblourido a 23 de Março de 2011 às 10:54
Mil desculpas, aos implicados, no lapso da caixa pequena na palavra Bélgica.


De Cais das Colinas a 23 de Março de 2011 às 14:39
É pá, que chatice.
Agora tenho que escrever que o sr. Aníbal não tem a culpa e só eu sei o quanto isso me custa.
Dois pontos:
1 - Ter governo até à próxima semana é irrelevante porque nesta fase de mega crise seria importante tê-lo sempre. Não há semanas mais importantes do que as outras. Todas as semanas há reuniões importantíssimas na UE, todas as semanas há idas ao mercado para vender dívida, todas as semanas as agências de rating anunciam que vão rever a nossa notação, e por aí fora... Se o governo durasse mais 15 dias haveria um outro evento qualquer daqui a 3 semanas que tornaria imperioso manter o dito governo em funções até ao tal evento.É com base nessa chantagem que o governo tem metido medo ao País e às oposições.
2 - O nosso PM foi à TV anunciar que ia apresentar o tal PEC 4 aos partidos, que a votação decorreria menos de 48h depois e que se o dito PEC não fosse aprovado se demitiria.
Tudo isto foi dito numa entrevista em directo na TV.
Qual é a margem de manobra do PR num caso de chantagem em directo? Nenhuma. Só se a meio da entrevista instaurasse o Estado de Emergência e mandasse suspender as emissões televisivas para poder falar com as partes envolvidas antes de o PM acabar a frase.
Parecendo que não, seria complicado...
O PM encaminhou o caso directamente para a AR onde estão representados os deputados legitimamente eleitos a quem compete defender o que julgam ser a vontade do seu eleitorado e o superior interesse nacional.
Por seu lado todos os Partidos exprimiram de imediato a sua posição em relação ao assunto o que também esvazia o espaço e a margem do PR.
Quanto o Parlamento tem um assunto desta importância em mãos, o PR não pode dizer "arrebenta a bolha" e suspender o processo.
O problema está nas mãos dos Partidos com representação parlamentar e o PR saiu prudentemente e inteligentemente dessa disputa.
Bom, agora que aludi na mesma frase à virtude da inteligência e à pessoa do sr. Aníbal tenho que ir meter um xanax que tenho as mãos todas a tremer.
Acho que o meu Mac vai ar o berro...


De fblourido a 23 de Março de 2011 às 15:18
Claramente divergimos, senão vejamos (eu faço a coisa em cinco):
1 - Não disse que ele tem culpa, no sentido de ser o responsável primeiro ou o causador da situação. Houve alturas em que assim foi. Aludi sempre à sua responsabilidade de zelar pelos superiores interesses do País. Pode ir dar ao mesmo, mas são coisas diferentes.
2 - Discordo que ter Governo até à próxima semana seja irrelevante. Depois de conseguido o apoio da UE, acordado com a Sra. Merkel, por mim o Governo poderia cair três vezes, ou mais.
3 - O PM afirmou sempre que o PEC seria negociável com os Partidos, facto que, embora inicialmente negado, foi confirmado ontem por um representante, penso que, da comissão do Sr. Barroso.
4 - Reconheço a chantagem do PM. Não questiono a sua legitimidade ou ausência dela. Sei que o PR tem o poder de convocar eleições sem demitir o Governo, mesmo que lhe seja entregue esse pedido. Penso que deverá fazê-lo se isso for o melhor para o País. Eu sou da opinião que é.
5 - As declarações proferidas ontem, pelo PR, foram, a meu ver e pela primeira vez correctas e assertivas. Pecaram, fatalmente, por tardias. Não exerceu a presidência activa que prometeu. Ou melhor, fê-lo mas fora de tempo, o que em termos práticos vai dar ao mesmo. Ainda pode fazer qualquer coisa, porém tenho sérias reservas quanto à eficácia da acção.


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