Terça-feira, 04.05.10



publicado por fblourido às 09:39 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 02.02.10

Não querendo parafrasear slogans de campanhas políticas, fazendo-o porque se adequa, e muito, aqui deixo ligações a dois blogs muito interessantes e semelhantes sobre Lisboa e não só.

 

    Diário de Lisboa - The Lisbon Diary



publicado por fblourido às 16:43 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Sexta-feira, 20.11.09

Tentei responder em jeito de comentário mas o sistema é castrador e não permite comentários maiores que 4300 caracteres. Assim sendo aqui fica para todos e, em especial, para o Cais:

 

Levantas questões muito interessantes, Cais. Vamos lá ver se consigo chegar a algumas conclusões -- não serei, certamente, exaustivo -- e me faço entender.
Quanto à primeira, a do impacto visual, parece-me claro que uma torre com 100 metros de altura será visível, quiçá, da Serra da Arrábida. Mas a questão não se resume a isso porque os impactos visuais podem ser positivos e negativos. Por aqui me fico no que diz respeito a esta obra em concreto, passarei agora a escrever em termos genéricos.
Assim para início de conversa, sou da opinião que não podemos permitir que os donos de obra construam o que quiserem só porque têm direitos sobre um pedaço de terreno. Como é que isto se operacionaliza será outra questão sobre a qual não irei discorrer. Interessa-me, para já, a questão de fundo, a dos direitos e como é que ela se relaciona com a efectiva utilidade da cidade enquanto 'máquina de habitar' colectiva.
Sugeres tu que "o futuro a Deus pertence". Vou a jogo e digo que Deus, não sendo técnico, deve ser auxiliado por aqueles que o são; por outras palavras, a função do arquitecto é facilitar a incumbência divina, de proporcionar sucesso às obras que o próprio projecta.
Assumo também que não sei mexer no oráculo de Bellini, nem almejo tal, mas palpita-me que um edifício em forma de pastel de Belém com um diâmetro de 30 metros, jamais se enquadrará onde quer que seja. Parece-me clara a nossa divergência neste ponto. O meu amigo aceita, de bom grado, que se edifiquem obras em forma de Teddy Bear, ou outra qualquer representação infantil, independentemente da localização, apenas por vontade do dono de obra. Bom a minha opinião vai no sentido oposto.
É certo que o dono de obra tem direitos e, em simultâneo, deveres para com a comunidade onde está inserido. Não é assim? A cidade -- e, de resto, o território, ao qual me referirei, também, de cada vez que me referir à cidade -- não deve, e não pode, pertencer apenas aos donos de obras, mas sim aos ditos e ao resto da comunidade, em comunhão. Se assim não fosse, a cidade não passaria de um somatório de pequenos nadas, tela, permanentemente, em branco á espera da inevitável pincelada de um pintor invisual e desregrado. Uma cidade assim seria, exceptuando raríssimos acasos, para além de repelente, inútil enquanto habitat humano. Eu sei que concordas comigo quando digo que a construção da cidade não pode depender do acaso, é importante demais.
O caso de Las Vegas, apesar de respeitar alguma da sintaxe urbana, afigura-se-me como o exemplo mais próximo dessa cidade desregrada no que à forma das edificações diz respeito. Afirmo que não gostaria de viver em tal sítio e penso que existirá muita gente, uma grande maioria, pelo menos, entre quem tenha experimentado viver em cidades produto do urbanismo europeu, na mesma situação; talvez até tu próprio, Cais. Esse tipo de experiência não pode passar disso. Para além de insustentável, na contemporânea acepção da palavra, é um ambiente agreste ao Homem, por vários motivos, apenas apelativo e suportável porque não se vive lá, por ser a excepção, por ser passageiro, momentâneo. Obviamente, admito excepções; o ser humano tem uma enorme capacidade de adaptação e, em inúmeros casos, não conhecerá outros ambientes ou será 'forçado' a viver lá.
Uma das vantagens da cidade ser feita como tem sido -- com respeito pela comunidade na maior parte dos casos -- é que o todo é, por vezes, maior que a soma das partes, grandioso. Já se fizeram, como vimos, algumas experiências do género -- e não me refiro ao CCB, Amoreiras ou Bilbao, que nunca fui da opinião que não se integravam (e muito menos sou da opinião que são de desenho infantil), uns porque não tinha idade para isso na altura da construção, outros simplesmente porque não, apesar de criticar negativamente alguns desses projectos por outros motivos -- nalguns pedaços de cidade, mas por alguma razão essas experiências não se reproduziram na totalidade da cidade. O argumento do pólo de atracção turística, não colhe; os fins não justificam os meios. Não posso concordar com a edificação de um edifício em forma de bola de Berlim apenas para promover o turismo na Costa da Caparica, pela sua excentricidade, se este colidir com os direitos da comunidade. O que me leva a concluir que, sendo esse um dos requisitos do programa da obra, o arquitecto deverá tentar cumprir sem ferir os direitos da comunidade; ou seja, concordo que se edifique uma obra de elevada qualidade arquitectónica que, pelo seu valor acrescentado, promova o turismo na Costa da Caparica sem prejudicar a comunidade, ao invés de uma representação gratuita e infantil de uma qualquer bola de Berlim, digna de um parque de diversões.
Portanto, e para terminar, penso que, por princípio, “a arquitectura das igrejas” e, de resto, do que quer que seja, “deve pautar-se” pelo bom senso do técnico e aquilo que ele tem obrigação de ir aprendendo com e pela experiência do Mundo, que já vem sendo alguma; basta ter vontade, capacidade e discernimento para lê-Lo. Nem todos o conseguem; eu, se estiver, estou, com toda a certeza, no ínicio.



publicado por fblourido às 21:02 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Quinta-feira, 19.11.09

 

imagem in Público online

 

Uma vez que o art.º 11 do Regulamento de Deontologia da Ordem dos Arquitectos não é muito claro quanto ao que se pode, ou não, fazer nestes casos, abstenho-me de comentários e remeto para as sábias palavras de Nuno Teotónio Pereira. Arrisco apenas um comentário: pessoalmente e neste particular, não gosto de "de ideias que se aproximam do limiar entre o kitsch e o piroso", e mais não digo.



publicado por fblourido às 12:03 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Sexta-feira, 30.10.09

O dr. Pedro Santana Lopes escreveu, no domingo, no seu blogue, posteriormente às eleições autárquicas, o seguinte:


"Será possivel?

Mais um facto inconcebível e que só se aceita ser verdadeiro porque testemunhado por várias pessoas e depois publicado sem desmentido: o Director de Inforrmação da RTP terá ido cear, juntamente com António Costa e a sua equipa, quando foram celebrar a vitória em Lisboa!...

Exactamente, leram bem. O Director da Informação do canal televisivo cujas sondagens deram 12 pontos, três dias antes, e dez pontos, quando encerraram as urnas...

Quero sublinhar que sempre considerei José Alberto Carvalho uma pessoa educada e simpática. Mas esta situação não tem a ver com nada disso. É demasiado grave.

Será que também não tem consequências? Tudo isto é admissivel?".


Na quinta-feira:


"Rectificação

O José Alberto Carvalho teve ocasião de me esclarecer que não foi festejar nada com António Costa na noite das eleições Autárquicas. Estiveram no mesmo sítio, mas por acaso. A hora era tardia e era o único sítio aberto.

Critiquei, com base em testemunhos de pessoas que o viram lá e, também, depois de uma notícia de um diário, com a mesma história. Mas fico muito contente por não ser essa a verdade, mas sim, a de um encontro casual.

Tal como escrevi, no mesmo texto, sempre tive consideração e simpatia pelo actual Director de Informação da RTP. E fico contente por ele não fazer parte das pessoas que esquecem os seus deveres deontológicos."


Terão havido pessoas, nomeadamente, este que se subscreve que, sentindo-se incomodadas com a injustiça feita ao visado pelas declarações do dr. Pedro Santana Lopes, comentaram o post nos seguintes termos (a título de exemplo):


"Francisco Barrocas Lourido disse...

Desculpar-me-á mas o que não é admissível é o senhor acusar primeiro e, só depois, porque o visado se deu ao trabalho de o esclarecer - coisa que, por acaso, não era obrigado - é que o senhor se inteira devidamente do assunto. Caro Dr., primeiro pergunta-se a quem de direito e depois acusa-se, se for esse o caso. Se a pessoa lhe merecia essa consideração era ligar-lhe. Mais, uma acusação pública errónea só se rectifica com um pedido de desculpas público, pelo menos, pela mesma via. Ficou-lhe mal. "Será que também não tem consequências? Tudo isto é admissivel?""


A resposta do dr. Pedro Santana Lopes, a este e outros comentários, não se fez esperar, sob a forma de outro post, esclarecedor:


"Sem comentar

Eu não fiz, nem faço, nenhum comentário aos factos, à prudência, à sensatez do que me foi transmitido pelo José Alberto Carvalho. Limitei - me a transmitir a sua versão e a dizer que acredito no que me disse.

Se fosse como transmitiram pessoas que lá estavam , seria censurável. A liberdade é muito bonita, mas, por exemplo, os Juízes também não confraternizam, em dia de julgamento, com as partes. Como os Professores, antes de um teste escrito, não almoçam com os alunos. Entre outros exemplos, só para quem não entende as exigências do bom senso."


Pedido de desculpas, expresso e público, como seria digno de uma pessoa com princípios: 'vistezio', como se diz na minha terra. Mantenho o que tenho dito amiúde, este senhor não era opção, alíás, nunca o foi.



publicado por fblourido às 16:15 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quinta-feira, 08.10.09

Pois é, preferia que este segundo post fosse sobre outra coisa que não política. Assim não aconteceu.

Quem me conhece sabe que acima de tudo gosto de ser justo e imparcial em questões de ética e moral, por muito que isso me possa custar, e sabe também que as palavras seguintes não me serão fáceis de escrever, mas estou como o outro: "sou forçado".

Algo vai mal na Democracia de um país quando os candidatos, a qualquer tipo de eleições, necessitam recorrer a estratagemas dúbios ou desonestos para amealhar votos.  Tudo parece "normal" falando de outros políticos, mas quando falamos de Elisa Ferreira ou António Costa, pelo menos no meu caso, não me ocorreria associá-los a tal.

Falo do descuido (prefiro pensar que foi um descuido) de António Costa em oferecer as bicicletas aos militantes que com ele percorreram a nova ciclovia junto ao Tejo. Por muito bem intencionado que possa ter sido António Costa (concerteza estaria preocupado com a saúde dos seus apoiantes) não pode, acima de tudo, dar este tipo de exemplo e, para além disso, pretexto para repreensões ou chamadas de atenção por parte dos seus opositores. Ou seja, basicamente, perde-se a razão quando se considera um candidato opositor populista e depois se desata a oferecer bicicletas aos eleitores.

Já relativamente a Elisa Ferreira, não me surpreende tanto a inabilidade para fazer campanha, mas continua-me a surpreender o populismo, que não deve ser a marca, na minha opinião, do PS. Não se pode fazer campanha à câmara da segunda maior cidade do País e ter como uma das principais propostas oferecer tripas aos visitantes. Não se pode ir fazer campanha para o bairro do Aleixo e dizer que aquelas pessoas estão ali bem, aproveitando-se do facto de elas próprias poderem pensar que sim, porque simplesmente não estão e não irão estar enquanto permanecerem guetizadas e estigmatizadas. Não se pode ter apoiantes que dizem para as câmaras de televisão, como que falando em nosso nome, que o dinheiro de actividades que promovem a cidade por esse mundo fora devia, alternativamente, ser dado aos pobres; visão míope de quem não sabe o que é a concorrência que existe entre as principais cidades do mundo, nos dias que correm, para quem as palavras marketing urbano não têm qualquer significado.

Não me revejo neste tipo de campanha e espero que não repitam s.f.f.. Obrigado.



publicado por fblourido às 10:06 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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